terça-feira, 27 de agosto de 2013

CACHORRO-VINAGRE

Cachorro-Vinagre
Cachorro-Vinagre
Nome popular: Cachorro-vinagre
Nome científico: Spheotos venaticus
Onde vive: Panamá, Peru, Brasil Central
Quanto pesa: 7 quilos
Quanto vive: 10 anos
Quanto mede: 75 cm
Habitat: Cerrados e savanas
Filhotes: Quatro a seis, gestação de 65 dias
O cachorro-vinagre é um daqueles animais que nunca foi abundante na natureza e por isso mesmo especialistas do mundo inteiro tentam reproduzi-lo em cativeiro, o que foi feito com muito sucesso na Alemanha. Daquele país vieram vários desses animais para zoológicos brasileiros, onde agora o cachorro-vinagre começa a se multiplicar, mas mesmo assim é um dos animais considerados sob ameaça na lista publicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Embora seja canídeo, o cachorro-vinagre tem um rabo muito curto e o menor número de dentes na família do cachorro, apenas 38. O nome cachorro-vinagre deriva de sua cor, avinagrada, mas pouca coisa se sabe sobre o animal, que hoje vive em 34 zoológicos ao redor do mundo, que têm 162 exemplares. O interessante é que, se mantidos juntos pais e filhos, só a fêmea principal se reproduz.
Caçador cooperativo, o cachorro-vinagre caça com a família, inclusive filhotes, e é tão bom nadador que, se sua presa tenta fugir pela água, ele vai capturá-la no meio do rio ou do lago.
Esse animal é corajoso também. Ataca presas muito maiores do que ele e, quando vai ter os filhotes, a fêmea expulsa um tatu ou outro animal da toca e toma conta do buraco. O cachorro-vinagre se alimenta de roedores, principalmente paca, cutia e capivara.
Fonte: www.jperegrino.com.br
Cachorro Vinagre
Cachorro-Vinagre
Cachorro-Vinagre
Fonte: www.sofotos.com.br
Cachorro Vinagre
Cachorro-Vinagre
Cachorro-Vinagre
Lobinhos são os cachorros selvagens mais baixos do América do Sul (uns trinta centímetros de altura). Também se chamam cacharros-do-mato-vinagre, por causa do pêlo côr de vinagre escuro que têm nos costas (a barriga, os pernas e a cauda são escuras, quase pretas). Comem caranguejos e outros bichos pequenos que vivem no água e na lama.
Mas também atacam pacas, emas (primas brasileiras do avestruz), capivaras e até veados. Para apanhar a capivara, usam um truque especial. Dividem o bando em dois grupos. Um dos grupos persegue a capivara em terra e o outro grupo espera a capivara no rio. Quando a capivara pensa que vai poder ficar salva dentro d'água, encontra lobinhos prontos para atacar.
Entrar na água não é problema para os lobinhos. 
Eles têm os dedos ligados por uma membrana (pele) e nadam perfeitamente. Lobinho mora em terrenos alagados, no Brasil, nas Guianas, no Equador, no Peru e no Paraguai. Vive e caça com um bando de companheiros, tal e qual o lôbo. Mede uns sessenta e cinco a setenta centímetros de corpo e uns doze a quinze centímetros de cauda. Dizem que come cobras.
O veneno da maioria dos cobras não faz nenhum mal ao lobinho (experiências do Instituto Butantã, de São Paulo, mostraram isso). Alguns homens que estudam os bichos acham que o lobinho de hoje é o aracambé ou joguaracombé dos nossos índios (veja Cachorro Doméstico).
Valente, o lobinho é perigoso para os cães de caça que vão atrás dele até o barranco onde ele cavou sua toca. Na Amazônia, o aracombé ganhou os apelidos de janauí, jonauíra, jananoíra.
Fonte: www.animanet.com.br
Cachorro Vinagre
Cachorro-Vinagre
( Jaguaracambé, Januária) Speothos venaticus (Lund, 1839)
Classificação: Ordem Carnívora, Família Canidae 
Nome em inglês: Bush dog
Seu corpo e cabeça têm até 15 cm. Chega a pesar 7 kg. Foi inicialmente considerado como fóssil. Vive em florestas e savanas, perto da água, nadando e mergulhando bem. Alimenta-se de roedores, como, por exemplo, a paca (Agouti paca) mostrada na ilustração. Classificada como espécie rara pela IUCN (1976) e apêndice 1 da CITES.

BOTO-COR-DE-ROSA


Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Platanistidae
Nome científico: Inia geoffrensis
Nome vulgar: Boto-cor-de-rosa
Categoria: Ameaçada
Ocorre na América do Sul, na bacia do Orenoco e Amazonas. O maior comprimento registrado é de 2,50m, e o peso pode ultrapassar 160kg. Uma das características são os pêlos modificados (vibrissas) sobre a parte superior do bico, que provavelmente têm função tátil.
A coloração pode variar bastante com a idade, atividade e local em que o animal vive e está ligada com a irrigação sanguínea dos vasos subcutâneos.
Basicamente é um animal solitário.
Alimenta-se de peixes, mas pode também ingerir moluscos e crustáceos. A estação de procriação inicia entre outubro e novembro. Com nascimentos que acontecem 8.5 meses depois, em maio e julho quando os níveis de água chegam no limite. Os jovens nascem com 80 cm.
A duração de lactação ninguém tem certeza mas, um indivíduo foi encontrado mamando um ano depois de seu nascimento. População desconhecida, a ameaça deste golfinho são as redes de pesca, caça, a poluição, a destruição do hábitat natural. Sua carne não é apreciada mas, os homens utilizam a sua gordura para óleo de lanternas, os olhos e a genitália para feitiço.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
Boto Cor-de-Rosa
Boto Cor-de-Rosa
Ao cair da noite na Amazônia, o boto cor-de-rosa deixa os rios e transforma-se em um lindo e sedutor rapaz, que sai em busca de uma garota para namorar. Além de galante e sedutor, o boto dança como ninguém e enfeitiça as meninas indefesas. De madrugada, o namorador volta para o rio, onde se transforma de novo em boto. Essa é uma lenda contada na floresta amazônica para explicar por que tantas meninas têm filhos sem pai: são todos filhos do boto.
Os botos são golfinhos de água doce. Mas apesar de serem parecidos, golfinhos e botos não são iguais. Os golfinhos são acinzentados. Já os botos podem ser pretos, acinzentados ou meio avermelhados, como o boto cor-de-rosa. O bico do boto é mais comprido e possui pêlos na parte de cima.
A principal diferença entre eles é que os golfinhos vivem no mar e os botos, em rios. O boto cor-de-rosa, de nome científico Inia geoffrensis, aparece nos rios da América do Sul, principalmente na Amazônia brasileira e na bacia do rio Orenoco na Venezuela.
Se algum dia você for passear em um rio da Amazônia e ouvir uns gritinhos, preste atenção. Pode ter um boto cor-de-rosa tentando lhe falar alguma coisa...
Uma coisa engraçada sobre os botos é que eles têm olhos bem pequenos e não enxergam muito bem. Para se comunicar e se guiar eles emitem uns gritinhos finos e prestam atenção ao eco dos sons na água.
Além disso, os pêlos do bico também ajudam. Esses pêlos se chamam vibrissas e têm função de tato e de direção, ou seja, servem para o boto saber para onde está indo e sentir o que vem pela frente. As vibrissas ajudam também o boto a achar comida. Ele come peixes, moluscos (como lulas e polvos) e crustáceos (como camarões e caranguejos).
Um boto pode chegar a 2,5 metros de comprimento e pesar 160 quilos. Ao contrário dos golfinhos, que vivem em bandos sempre fazendo bagunça, os botos são animais solitários. Talvez por isso as pessoas acreditem que eles se transformam em rapazes sedutores e namoradores.
O boto cor-de-rosa está ameaçado de extinção no Brasil. Sua carne e seu couro são muito preciosos na região da Amazônia, onde eles continuam sendo caçados. Também há uma grande procura pelos olhos do boto cor-de-rosa, considerados amuletos de amor: as pessoas acreditam que quem tem um olho desses arranja namorado ou namorada fácil, fácil.
Fonte: www.canalkids.com.br
Boto Cor-de-Rosa
É uma das mais conhecidas do Brasil, segundo a qual, o "Dom Juan da Amazônia" encanta homens e mulheres. A cabeça do animal se assemelha á glande humana e a maneira como nada, subindo e descendo, lembra movimentos sexuais. Para muitos, o boto ora é uma bela mulher, ora um atraente rapaz. Quando uma moça fica grávida, logo se atribui às artes do boto. De acordo com os habitantes, na Amazônia existem dois tipos de boto. O preto, conhecido como Tucuxi, salva os náufragos. Ao vermelho são creditadas peripécias, como sinais inexplicáveis de maternidade e fugas femininas. Dizem que o boto chega a levar a escolhida para um palácio no fundo dos rios. Na figura da mulher leva os caboclos à loucura.
Quem ainda não ouviu falar nas incríveis façanhas do boto? Não é nem preciso ser paraense ou ainda da região amazônica para lhe conhecer as proezas. O boto já estreou inclusive no cinema, e aqui e ali cineastas amadores fazem novas películas abordando este ser mítico regional.
O boto tem a faculdade de transformar-se em homem e, nesta condição, seduzir as moças interioranas que costumam dançar nas festas de beira de rio. Como seduz também as que vão tomar banho sozinhas nos rios amazônicos, principalmente se estiverem menstruadas. Como conquista também as que se atrevem a andar em pequenas canoas...
O boto, diferentemente de outras lendas e mitos que não são encontrados facilmente, são perfeitamente identificáveis e até mesmo classificados cientificamente, sendo a "designação comum aos cetáceos odontocetos pertencentes às famílias dos delfinídeos (marinhos) e platanistídeos (fluviais)", segundo o mestre Aurélio. Já Carlos Rocque ensina que pode ser identificado como Inia geoffrensis o boto branco e Steno tucuxi o boto tucuxi.
Sobre botos existem mil e uma histórias e mil e uma crenças. Quando uma mulher moradora às margens dos rios da região engravida, não sendo casada nem possuindo companheiro, é certo que se dirá que seu filho é do boto. A fama de conquistador lhe é atribuída e, além de procurar as mulheres jovens e bonitas, casadas ou não, freqüenta festas onde realiza novas conquistas. Às diversões comparece sempre de chapéu à cabeça, diz-que para esconder um orifício que facilmente o identifica como boto. Bem apessoado, anda elegantemente vestido e faz parte da tradição dizer que tem sempre uma espada à cintura. Porém, acabando o encanto, na hora que tem que se transformar novamente em boto, se verá que todos os acessórios que usa são habitantes das águas: a espada é um poraquê, o chapéu é uma arraia, o sapato é um acari, cascudo ou bodó (um tipo de peixe), o cinto é um arauaná (outro tipo de peixe)...
Dizem que em naufrágios o boto procura socorrer os náufragos. Segundo uma versão, ajudaria apenas as mulheres, até para manter sua fama de conquistador... Noutra, ajuda indiferentemente homens e mulheres. Não são poucas as pessoas que, ao escaparem de morrer afogadas, atribuem - além de a Nossa Senhora de Nazaré - ao boto o seu salvamento.
Os órgãos sexuais, quer do boto quer da sua fêmea, são muito utilizados em feitiçarias, visando a conquista ou domínio do ente amado. Porém o mais utilizado mesmo é o olho do boto, que é considerado amuleto dos mais fortes na arte do amor. Dizem mesmo que, segurando na mão um amuleto feito do olho de boto, tem que ter cuidado para quem olhar, pois o efeito é fulminante: pode atrair até mesmo pessoas do mesmo sexo, que ficarão apaixonadas pelo possuidor do olho do boto, sendo difícil desfazer o efeito...
Contam-se várias histórias em que maridos desconfiados de que alguém estava tentando conquistar suas mulheres, armaram uma cilada para pegar o conquistador. A cilada geralmente acontece à noite, onde o marido vai a luta com seu rival e consegue feri-lo com uma faca, ou a tiros ou com arpão... Mas o rival, mesmo ferido, consegue fugir e atirar-se n'água. No dia seguinte, para surpresa do marido e demais pessoas que acompanharam a luta, aparece o cadáver na beira d'água, com o ferimento de faca, ou de tiros ou ainda com o arpão cravado no corpo, conforme a arma utilizada, não de um homem, mas pura e simplesmente... de um boto!
Fonte: www.amazonialegal.com.br
Boto Cor-de-Rosa
O Boto Cor-de-Rosa é um dos mamíferos aquáticos mais característicos da Amazônia. Cresce até 2,5 metros de comprimento e pode pesar até 90 quilos.
É da família dos cetáceos (Platanistidae), que antigamente teve grande distribuição pelo mundo, inclusive nos oceanos.
Hoje seus membros são limitados a poucos rios de água doce, inclusive o Amazonas/Solimões e o Orinoco. O Boto Cor-de-Rosa vive especialmente em águas relativamente rasas, onde procura, de preferência, peixes de couro tais como o tamuatá e o bagre.
Também não dispensa tartarugas jovens, recém saídas do ovo.
A protuberância na cabeça é um tipo de captador, utilizado para receber os reflexos dos sons que fazem parte do sistema de sonar que utiliza para navegar e encontrar sua comida. Assim, consegue nadar até dentro da floresta inundada na época da cheia e se locomover sem problemas nas águas turvas da região.
Fonte: www.cdpara.pa.gov.br
Boto Cor-de-Rosa

Inia geoffrensis

Boto Cor-de-Rosa
O lendário boto cor-de-rosa nada calmamente nas escuras águas do Rio Negro. Um animal pré-histórico, um ancestral vivo dos golfinhos atuais.
Fonte: www.amazonia.org.br
BOTO COR-DE-ROSA
Boto Cor-de-Rosa

Nome científico

Inia geoffrensis

Onde vive

Amazônia brasileira e na bacia do rio Orenoco, na Venezuela

Quanto pesa

Pode ultrapassar 160kg

Filhotes

1 por gestação
Os botos são golfinhos de água doce, aparecem nos rios e não nos mares. Mas, apesar de serem parecidos, golfinhos e botos não são iguais.
Os golfinhos são acinzentados. Já os botos podem ser pretos, acinzentados ou meio avermelhados, como o boto cor-de-rosa. Seu bico é mais comprido e apresenta pêlos na parte de cima.
Ocorre na América do Sul, na bacia do Orenoco e Amazonas.
O maior comprimento registrado é de 2,50 metros. Uma das características são os pêlos modificados, as vibrissas, sobre a parte superior do bico, que provavelmente têm função tátil.
A coloração pode variar bastante com a idade, atividade e local em que o animal vive e está ligada com a irrigação sanguínea dos vasos subcutâneos. Basicamente é um animal solitário.
Alimenta-se de peixes, mas pode também ingerir moluscos e crustáceos.

BOTO CACHIMBO

Boto-Cachimbo
Nome popular: Toninha
Nome científico: Pontoporia blainvillei (Gervais & d’Orbigny, 1844).
Ordem: Cetacea.
Subordem: Odontoceti.
Família: Pontoporiidae.

Comprimento total (adulto)

1,2 a 1,7m, sendo as fêmeas maiores que os machos.

Massa corporal (adulto)

40 a 50kg

Características

É uma das menores espécies de golfinhos existentes, apresenta uma coloração que varia de cinza-pálido a pardo-amarelado, com ventre mais claro. Possui rostro bastante longo, com um grande número de pequenos dentes (mais de 200). Os olhos são pequenos, a nadadeira dorsal é relativamente pequena, com sua extremidade arredondada e as peitorais possuem forma trapezoidal.

Comportamento

Geralmente solitária, ou em pequenos grupos de 2 a 5 animais.

Distribuição

Águas costeiras do Atlântico Sul Ocidental, entre Itaúnas, Espírito Santo (18°25’S – 30°42’W), até Golfo Nuevo, Província de Chubut, Argentina (42°35’S – 64°48’W).

Reprodução e Tempo de Vida

No sul do Brasil, os nascimentos desta espécie ocorrem no final da primavera, quando as águas começam a ficar mais quentes. Os filhotes nascem após um período de gestação de aproximadamente 11 meses. Somente um filhote nasce de cada vez e este permanece amamentando-se do leite materno por quase um ano. Os indivíduos começam a se reproduzir com 2 a 3 anos de idade, sendo que cada fêmea pode ter um filhote a cada um ou dois anos. A expectativa de vida é de 16 a 18 anos.

Alimentação e Predadores

Alimenta-se principalmente de pequenos peixes e lulas, sendo os camarões, no entanto, o principal alimento dos filhotes. Os principais predadores da toninha são os tubarões e as orcas.

Ameaças

Como se distribui em águas costeiras e ambientes associados a estuários, o habitat da toninha é especialmente vulnerável às atividades antropogênicas degradantes, como a poluição e o tráfego de embarcações. Porém, é a captura acidental em redes de pesca o principal problema de conservação enfrentado pela espécie.

Categorias de Ameaça

No mundo: Dados insuficientes (DD).
No Brasil: Em perigo (EN)
No Rio Grande do Sul: Ameaçada - Vulnerável (VU)
Fonte: www.gemars.org.br
Boto Cachimbo

(Pontoporia blainville)

Os Botos são conhecidos por seu temperamento brincalhão, como os golfinhos e pertencem à subordem dos Odontocetos, alimentam-se de peixes, lulas e crustáceos, os quais conseguem engolir sem mastigar. Eles têm olhos bem pequenos e não enxergam muito bem. Para se comunicar e se guiar eles emitem uns gritinhos finos e prestam atenção ao eco dos sons na água. Os pêlos do bico também ajudam, que têm função de tato e de direção, ou seja, servem para o boto saber para onde está indo e sentir o que vem pela frente.
Há uma grande procura pelos olhos do boto cor-de-rosa, considerados amuletos de amor: as pessoas acreditam que quem tem um olho desses arranja namorado ou namorada fácil.
Um dos mais conhecidos é o boto-cor-de-rosa, única espécie da família dos Inídeos, vive exclusivamente nos rios da bacia amazônica e do Orinoco. Atinge um comprimento máximo de 2,5 m e seu peso pode ultrapassar os 160 quilos. Com a idade, a coloração geral clareia, tornando-se rosada. Os adultos, principalmente os machos, podem se tornar inteiramente cor-de-rosa, quase vermelhos.
O nome de boto-cinza é dado a um membro da família dos Delfinídeos, a mesma dos golfinhos, só é encontrado apenas na América do Sul e parte da América Central e apresenta-se em duas formas: fluvial e marinha. Uma espécie às vezes confundida com o boto-cinza é a franciscana, pequeno cetáceo da família dos Pontoporídeos (alguns autores a classificam como família dos Platanastídeos), também conhecida como boto-cachimbo.
Lenda - Diz a lenda que nas noites de festa, o boto transforma-se em um belo rapaz vestido de branco e usando um chapéu, dança muito bem e gosta de beber. Como um cavalheiro, ele conquista e encanta a jovem mais bonita e a leva para o rio. Tempos depois a moça aparece grávida. Dizem algumas versões do mito, que o boto, quando está transformado em homem, nunca tira o chapéu branco para que não lhe vejam o orifício que tem no alto da cabeça. A lenda do boto é mais uma crença que o povo costumava lembrar ou dizer como piada quando uma mulher fica grávida e se desconhece a paternidade. Daí se diz: "Foi o boto."
Fonte: portalamazonia.globo.com
Boto Cachimbo
Boto-Cachimbo
A Pontoporia blainvillei, conhecida como boto-cachimbo pelos moradores de Regência, município de Linhares no Espírito Santo, consta na Lista Oficial de Espécies da Fauna Ameaçada de Extinção como cetáceo de maior risco de extinção na natureza a médio-prazo.

AMEAÇA

As principais mortes desse mamífero aquático são os artefatos de pesca e a degradação ambiental ocorridas na região. Dentro de sua área de distribuição o aumento do tráfego hidroviário representa uma ameaça à espécie através da poluição e interferência em seu habitat. A destruição dos manguezais e assoreamentos nas regiões estuarinas também comprometem o seu habitat com risco a sobrevivência da espécie.

ESTUDO

De acordo com estudos feitos pelas estudantes de Ciências Biológicas, Danielle Vasconcelos e Flávia Carnelli, o maior índice de captura acidental desses animais nessa região ocorre entre os meses de dezembro a março, porque com as chuvas de verão a boca da barra é carregada para fora permitindo com que os pescadores pesquem mais distante da costa. Também é no verão que o mar de Regência está mais calmo, o que possibilita os pescadores colocarem mais redes, aumentando assim, mais emalhamento desses animais.

ALIMENTO

Quando o boto-cachimbo acidentalmente cai nas redes de pesca, os pescadores locais utilizam sua camada de gordura para pescar cação e também para alimentação.
Ainda que muitos países têm tratado de regular a poluição das águas, é muito difícil fazer esse controle, mesmo estando presentes em leis. Com isso esses surpreendentes animais sofrem com a degradação da natureza principalmente através da água que é seu habitat, com a exploração dos recursos naturais e pela falta de consciência humana para com eles.
Fonte: www.jornalorebate.com
Boto Cachimbo
Esta espécie de golfinho tem distribuição restrita às águas costeiras entre o Espírito Santo e a região da Prata, na Argentina. Tem coloração marrom-claro e um rostro (bico) relativamente longo quando adultos. Podem chegar a 1,6 metros na idade adulta. Geram um filhote após cerca de 11 meses de gestação.
Alimentam-se principalmente de peixes e de lulas. Têm preferência por águas mais escuras, provavelmente para fugir de predadores como os tubarões e as orcas. Curiosidade: é raro se observar a toninha em ambiente natural. Se você conseguiu observar um exemplar desta espécie, corra para a casa lotérica mais próxima pois pode ser o seu grande dia de sorte!!!
No sul do Brasil esta espécie encontra-se muito ameaçada pelas capturas acidentais em operações de pesca. Como o próprio nome já diz, esses pequenos cetáceos não conseguem perceber a presença de redes de pesca na água e, muitas vezes, se emaranham nas mesmas e morrem afogados, já que são mamíferos como nós, humanos, e respiram por pulmões.
Fonte: www.achetudoeregiao.com.br
Boto Cachimbo

(Pontoporia blainville)

Toninha, boto-cachimbo, boto-amarelo, golfinho-do-prata (Pontoporia blainville)
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Pontoporidae
Nome científico: Pontoporia blainvillei
Nome vulgar: Toninha, boto-cachimbo, boto-amarelo, franciscana ou golfinho-do-prata
Categoria: Ameaçada
Habita águas rasas do litoral sul-americano, entre São Paulo e a península de Valdés, na Argentina.
Penetra distâncias curtas nos rios de sua área de distribuição.
Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e cefalópodes.
O período gestacional dura aproximadamente 10 meses.
Tem coloração cinza-acastanhada tendendo para amarelo no ventre.
Apresenta rostro afilado e longo, com 210 a 242 dentes aguçados, nadadeiras peitorais muito largas e nadadeira dorsal triangular ligeiramente falcada.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
Boto Cachimbo

(Pontoporia blainville)

O boto é um mamífero da ordem Cetacea, nativo da Amazônia e das costas do Atlântico e Pacífico, parecido com um golfinho. Os botos são os únicos mamíferos dessa ordem vivendo exclusivamente em ambientes de água doce, sendo considerados por alguns zoólogos como as espécies atuais mais primitivas de baleias.

Gêneros

O boto-cinza, golfinho-tucuxi ou tucuxi (Sotalia fluviatilis, da família Delphinidae) é dividido geralmente em duas subespécies, uma marinha e outra fluvial. A marinha, S. f. guianensis, distribui-se no Atlântico, a partir de Florianópolis (Santa Catarina) para o norte. A aquática, S. f. fluviatilis, vive nos rios da Amazônia.
O boto-de-Burmeister (Phocoena spinipinnis, da família Phocoenidae) é marinho, e vive a partir de Santa Catarina, para o sul.
O boto-vermelho ou apenas boto, (Inia geoffrensis, da família Platastanidae), de água doce, é endêmico dos rios da Amazônia, e está colocado na categoria vulnerável da UICN.
Também vulnerável (ameaçado no Brasil) é o boto-cachimbo, toninha ou franciscana (Pontoporia blainvillei, Platastanidae), marinho, que vive desde o Espírito Santo, para o sul.

O boto nos mitos

Diz uma lenda amazônica que o boto se transforma num rapaz formoso, hábil dançarino, e conquista mulheres para levá-las consigo ao rio. A lenda serve como pretexto para moças justificarem a gravidez sem casamento. "Foi o boto", dizem.

Cinema

Há um filme no Brasil que fala sobre a lenda do Boto, Ele, o boto.

BICHO PREGUIÇA


Parece um macaco, muito peludo e sempre pendurado nas árvores, mas é muito parado para ser um macaco. Leva a vida em câmera lenta, o danado do bicho-preguiça.
A preguiça é um mamífero sem dentes que vive pendurado nas árvores brasileiras. Elas têm um rosto pequeno e parecem que estão sempre sorrindo. As preguiças só comem uma coisa: folhas de embaúba, uma árvore que por isso ficou conhecida como árvore-da-preguiça. Esses bichos são assim preguiçosos por causa do calor. Como eles têm o corpo coberto de pêlos grossos, não podem se agitar muito porque senão suam para valer.
Não existe apenas um tipo de preguiça. Algumas são acinzentadas e têm três dedos como os da espécie Bradypuus tridactylus. As preguiças da espécie Choloepus didactylus têm apenas dois dedos. Uma outra espécie, Bradypuus torquatus, conhecida como bicho-preguiça-de-coleira, tem pelagem amarelada e faixas negras na nuca. A preguiça-de-coleira está ameaçada de extinção.
O bicho-preguiça é um animal bem comum no Brasil. Será por isso que o brasileiro tem fama de preguiçoso? Acho que se pensarmos bem, não existe nenhum brasileiro tão paradão quanto um bicho-preguiça...
Fonte: www.canalkids.com.br
Bicho-Preguiça
Bicho-Preguiça
bicho-preguiça, cujo nome científico é Bradypus variegatus, tem como estratégia de sobrevivência os movimentos lentos e silenciosos e a pelagem que se confunde com as árvores, desviando a atenção dos predadores naturais. Natural da Mata Atlântica e da Amazônia, o preguiça pode ser encontrado também em outros países da América do Sul e da América Central. Embora ainda não seja considerado um animal em extinção, já está desaparecendo de diversas regiões onde era comum - como no Nordeste brasileiro.
Entre as espécies ameaçadas estão o bicho-preguiça comum e o de coleira, encontrados no Sul da Bahia. O desmatamento é a principal causa do desaparecimento dessas duas espécies, que passam quase todo o tempo de seus 50 anos de vida (em média) em cima das árvores, onde se alimentam de 22 espécies diferentes de vegetação da Mata Atlântica e dormem cerca de 14 horas diárias. Vítimas também das queimadas, as preguiças costumam fugir para áreas próximas às cidades, tornando-se uma presa fácil para caçadores ilegais.
Animais de hábitos solitários, os machos e as fêmeas só se encontram para acasalar. A gestação dura de seis a oito meses, nascendo apenas um filhote, entre os meses de agosto e setembro. Quando adulto, um bicho preguiça pode pesar até cinco quilos e medir 59 centímetros da ponta do nariz a ponta da cauda. O filhote mama durante um mês, permanecendo com a mãe até os cinco meses, para aprender a se locomover e se alimentar sozinho. Atualmente, o homem é seu principal predador, já que os predadores naturais, aves de rapina e grandes felinos, estão em extinção.
Fonte: www.sosmatatlantica.org.br
Bicho-Preguiça
Bicho-Preguiça
Esse animal que tem um movimento cadenciado e preguiçoso é encontrado nas florestas tropicais úmidas de todo o mundo, inclusive em abundância no Brasil.
Na amazônia(maior floresta pluvial do mundo), encontramos o bicho-preguiça em abundância, é um representante dos mamíferos, parente do tamanduá.
Em vez de andar com pernas, como a maioria dos mamíferos, esse encantador “bicho” desenvolveu garras poderosas que lhe deram a segurança necessária para viver associado ao porte arbóreo das florestas (grandes árvores), vivendo ai grande parte de sua vida, só se movimentando de uma árvore para outra a busca de alimento.
O seu movimento lento é explicado em razão de suas pernas não a sustentarem, em razão disso, a preguiça se movimenta arrastando-se.
A imobilidade da preguiça é sua principal arma contra predadores, ficando a maior parte do tempo imóvel, onde muitas vezes é confundida com uma massa de folhas mortas, um ninho de térmitas ou um monte de fungos bolorentos.
Obs:.A pouco tempo foi encontrado fóssil de um representante pré-histórico, o que explica sua grande incidência ao longo do tempo geológico. Bicho-preguiça gigante.
Fonte: www.animalnet.com.br
Bicho-Preguiça
Bicho-Preguiça
Nome científico
Bradypus tridatylus
Onde vive
Nas florestas tropicais úmidas da Guianas, Venezuela e norte do Brasil.
Quanto pesa
Máximo 8 kg
Filhotes
1 por gestação que leva de 120 a 180 dias.
bicho preguiça dorme o dia inteiro nas árvores.
Suas reações e até mesmo sua respiração são muito lentas, nada tira seu sossego e anda bem devagar. A visão e a audição da preguiça são fracas e ele se orienta pelo olfato.
É um mamífero de hábitos noturnos e vive em pequenos bandos.
Dormindo, seu pêlo comprido e espesso, pende da barriga para o dorso funcionando como proteção contra a chuva. Alimenta-se de folhas frescas de ingazeira, tararangá, embiruçu e embaúva.
Vive até 9 anos.
Fonte: www.linkscampeoes.com.br
Bicho-Preguiça
Bicho-Preguiça
A preguiça, ou bicho-preguiça, é um mamífero brasileiro da ordem Xenarthra (anteriormente chamada de Edentata ou Desdentada), a mesma dos tatus e tamanduás), pertencente à família Bradypodidae (preguiças com três dedos) ou Megalonychidae (preguiças com dois dedos).
Todos os dedos têm garras longas pelas quais a preguiça se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo, responsável pelos seus movimentos extremamente lentos. É um animal de pelos longos, que vive na copa das árvores de florestas tropicais desde a América Central até o norte da Argentina. Na Mata Atlântica, o animal se alimenta dos frutos da Cecropia (embaúba, conhecida por isto como árvore-da-preguiça)
De hábitos solitátios, a preguiça tem como defesa sua camuflagem, suas garras e os longos dentes. Herbívoro, tem hábitos alimentares restritos, o que torna difícil sua manutenção em cativeiro. Dorme cerca de 19 horas por dia, também pendurada nas árvores. Na reprodução dá apenas uma cria, e apenas a fêmea cuida do filhote. Reproduz-se, como tudo que faz, na copa das árvores. Raramente desce ao chão. O seu principal predador é a onça-pintada.

Classificação

As preguiças modernas se dividem em dois gêneros: Bradypus, as preguiças-de-três-dedos e Choeloepus, as preguiças-de-dois-dedos. O número de dedos varia somente nas patas anteriores. Ambos os gêneros apresentam nas patas traseiras três artelhos. Apesar de terem modos de vida e aparências semelhantes, as preguiças não são parentes próximas. As do gênero Bradypus se aproximam mais dos membros da família Megaterídeos, enquanto as Choloepus pertencem aos Megaloniquídeos.

Espécies

Família Bradypodidae: três dedos
Bradypus variegatus
Bradypus tridactylus o Bradypus torquatus
Família Megalonychidae: dois dedos
Choloepus hoffmanni
Choloepus didactylus
Inclui também algumas espécies extintas de preguiça-gigante

Distribuição geográfica

Distribuição Geográfica
Distribuição do gênero Bradypus: Verde=B. variegatus, 
Azul=B. tridactylus, Vermelho=B. torquatus
As preguiças vivem apenas nas matas do continente americano e estão divididas em seis espécies diferentes, que podem ter dois ou três-dedos nas patas anteriores.
Apesar de ocuparem o mesmo nicho ecológico, dificilmente se verifica a presença dos dois gêneros em uma mesma área.
No Brasil, existem as seguintes espécies de três-dedos:
Preguiça-comum (B. variegatus) que também é encontrada de Honduras ao norte da Argentina e todas as florestas do Brasil.
Preguiça-de-bentinho (B.tridactylus) que também vive na Venezuela, Bolívia, Rio Orinoco, Guianas
Preguiça-de-coleira (B. torquatus) que vive somente nos nos trecho da Mata Atlântica que vão do Rio de Janeiro ao sul da Bahia, sendo esta a espécie mais ameaçada de extinção.
Em 2001 foi descoberta uma nova espécie no Panamá, a preguiça-anã (B. pygmaeus)
A preguiça-de-dois-dedos (Choloepus didactylus) é encontrada da América Central até São Paulo, no Brasil.
A preguiça-real (Choloepus hoffmanni) vive nas florestas tropicais, desde a Nicarágua até o Brasil Central.

Aparência

Choloepus sp.
Choloepus sp.
São animais de porte médio (cerca de 3,5 a 6 kg quando adultas), de coloração geral cinza, tracejada de branco ou marrom-ferrugem, podendo ter manchas claras ou negras. A pelagem pode parecer esverdeada graças à algas que se desenvolvem na sua pelagem servem de alimento para as lagartas de determinadas espécies de mariposa, que vivem associadas aos bichos-preguiça.
O pêlo cresce em sentido diferente dos demais mamíferos, isto é cresce do ventre em direção ao dorso. Essa adaptação se dá ao fato da preguiça passar quase o tempo todo de cabeça para baixo e isto ajuda a água da chuva correr sobre o corpo do animal.
Possuem membros compridos, corpo curto, cauda curta e grossa, adaptados para o seu modo de vida (sempre pendurados em galhos da copa de árvores altas).
Possuem 8 a 9 vértebras cervicais, o que lhes possibilita girar a cabeça 270° sem mover o corpo. Seus movimentos são sempre muito lentos e costumam dormir cerca de 14 horas por dia; por isso ganharam o nome.
A sua temperatura corporal é sempre muito próxima da do ambiente, sendo por isso considerados animais homeotérmicos imperfeitos.

Dieta

As preguiças alimentam-se de folhas novas de um número restrito de árvores, dentre as quais se conhece a embaúba, a ingazeira, a figueira, a tararanga. O estômago dos bichos-preguiça é um tanto semelhante ao dos animais ruminantes, pois é dividido em quatro compartimentos e contém uma rica flora bacteriana, que permite a digestão inclusive de folhas com alto teor de compostos naturais tóxicos.
Os dentes das preguiças não tem esmalte, por isso só se alimentam de brotos e folhas. Estão sempre crescendo devido ao contínuo desgaste. Por não ter incisivos, a preguiça parte as folhas usando seus lábios duros.
Podem também se nutrir lambendo as algas que crescem em seus pêlos.
As preguiças nunca bebem água pois a quantidade deste líquido que elas necessitam para viver é absorvida do próprio alimento, através das paredes intestinais, durante o processo de digestão.

Reprodução

A gestação da preguiça dura quase onze meses. O recém-nascido mede 20a25 cm e pesa cerca de 260 a 320 g. As fêmeas dos bichos-preguiça carregam o filhote nas costas e ventre durante aproximadamente os nove primeiros meses de vida. Durante esse período, a mãe protege o filhote, enquanto ele se prepara para sobreviver sozinho no ambiente da mata.
A expectativa de vida para uma preguiça varia de 30 a 40 anos.

Hábitos

Preferem viver em árvores altas, com copa volumosa e densa e muitos cipós, onde se penduram usando as garras que, embora possam parecer assustadoras, praticamente não servem para nenhuma defesa, devido á lentidão dos seus movimentos. Graças a essa lentidão, a sua coloração e ao fato de permanecerem na copa de árvores muito altas, é muito difícil enxergar as preguiças na mata. Mesmo assim, elas têm predadores naturais, como a Harpia, as onças e algumas serpentes.
Várias espécies de besouro e ácaro se alimentam das fezes das preguiças e usam esses animais principalmente como transporte (forésia).
Urinam e defecam apenas a cada 7 ou 8 dias, sempre no chão, próximo à base da sua árvore em que costuma se alimentar. Com isso, há uma reciclagem dos nutrientes contidos nas folhas ingeridas pelo animal, que são parcialmente devolvidos á árvore através dos seus dejetos.
Apesar de lentas em terra, as preguiças são excelentes nadadoras.

Status de conservação

Atualmente, o principal predador desses animais é mesmo o homem, que as comercializa em feiras livres e nas margens de rodovias. A ação do homem sobre esses animais tem sido muito facilitada, nos últimos tempos, pela acelerada fragmentação e destruição das matas, o que leva as preguiças a se locomoverem desajeitadamente pela superfície do solo, de uma ilha de mata para outra, em busca de sobrevivência, ficando totalmente expostas à caça e à captura.
A preguiça-de-três-dedos é muito procurada como animal de estimação. Contudo, seu metabolismo lento e adaptado as condições de vida na floresta mostra-se extremamente vulnerável a doenças, causando uma alta mortalidade entre animais em cativeiro.
Graças ao seu temperamento agressivo e a seus caninos afiados, a preguiça-de-dois-dedos não é valorizada como bicho de estimação.
Devido a seu habitat limitado à copa das árvores, e a seus hábitos alimentares especializados, a preguiça é muito afetada pela diminuição das florestas tropicais. Estima-se que venha a ser espécie ameaçada em futuro próximo.
No Brasil ocorrem todas as espécies de preguiças de três dedos, estando o B. torquatus restrito à Mata Atlântica.

AVESTRUZ

A AVE DOS OVOS DE OURO!
Avestruz
Um dos mais promissores segmentos do agro-business desta década, é o avestruz , uma in-dústria que está em plena consolidação e que apresenta um dos mais atraentes indicadores de custo-benefício do mercado.
O avestruz se mantém econômicamente produtivo até os 40 anos de idade e tem capacidade de postura de 40 a 60 ovos/ano, atinge a idade de abate aos 13 meses, com 140KG em média! Não existe desperdício na Estrutiocultura!
Avestruz - "ostrich" na língua inglesa, esta ave é cientificamente conhecida como - Strutio Camelus Australis - originária do continente Africano, pertence a família das "Ratitas" - ou seja aves que não voam. Desta mesma família, fazem parte a Ema, originária das Américas e o Emu, raça originária da Austrália.
Tabela comparativa - Porção 100g ( Nutricional )
 
Calorias 
Kcal (a)
Proteína 
(%)
Gordura
(%)
Gortura
Sat (%)
Gordura
Mon (%)
Avestruz96,9221,200
Frango1402730,91,1
Peru1352530,90,5
Boi24021156,46,9
Suíno275241978,8
 
Gordura
Poli (%)
Colesterol
(MG)
Carboidrato
(MG)
Cálcio
(MG)
Avestruz0582,15,2
Frango0,773013
Peru0,759016
Boi0,67709
Suíno228403
Ave de grande porte, pode alcançar na fase adulta de 2 a 2,5 m de altura e de 100 a 150 kg de peso; notável animal corredor (atinge até 60 km/h); possui pés com dois dedos, dos quais apenas um com unha.
Seu aparelho digestivo é semelhante ao dos ruminantes: ou seja, não possui papo, possui 2 estômagos, 2 cecos, longo intestino grosso, digestão bacteriana e alimenta-se de ração e pasto verde.
Dotado de vida longa (50 a 70 anos de vida), a ave conta com 20 a 30 anos de ciclo reprodutivo - início com 2-3 anos. Uma fêmea põe de 40 a 100 ovos por ano que, pesam aproximadamente de 1,2 a 1,8 Kg e são incubados em média por 42 dias.
O Dimorfismo sexual é marcante: nos adultos o macho é preto com as pontas das asas brancas e a fêmea é cinza, entretanto tal diferença só aparece a partir de 1 ano e meio de idade. É um animal bastante rústico, muito resistente a doenças e possui uma ótima capacidade de adaptação climática, suportando bem altas e baixas temperaturas.
A criação de avestruzes, chamada estrutiocultura, se iniciou no Brasil em 1995 e cresceu rápidamente como uma das mais rentáveis atividades agropecuárias.
Principais sub-produtos da criação Carne
Um avestruz produz entre 30 a 45 Kg de carne vermelha de primeiríssima qualidade. O consumo em nosso país, é relativamente dependente da importação, pois o abate ainda é muito pequeno.
Couro
É utilizado na confecção de roupas finas, bolsas e carteiras, valendo de US$150 a US$300 o metro quadrado.
Plumas
Uma ave na fase adulta fornece em torno de 2kg de plumas por ano. O Brasil, é o maior importador mundial de plumas demandando grande mercado para este sub-produto.
Ovos
Nada se desperdiça na strutiocultura - ovos inférteis são utilizados para o artesanato em geral - sendo comercializados entre US$10 e US$30/unidade.
Filhotes/Matrizes
Na fase atual, é a maior fonte de renda para os criadores, pois o Brasil está na fase de formação dos plantéis.
Fonte: www.avestruzbrasil.com.br
Avestruz
Avestruz
O Avestruz já vem sendo criado no Brasil há alguns anos como animal de Zoológico, mas não para fins produtivos. Várias tentativas haviam sido feitas neste sentido, mas a falta de informações e experiência com o animal levaram estes ensaios ao fracasso, criando-se a falsa concepção de que o Avestruz é um animal frágil e difícil de ser criado .
Em maio de 1995, a NovAvis Avestruzes do Brasil Ltda, contando com conhecimentos técnicos adquiridos no exterior, implantou em Bragança Paulista (SP) o primeiro criatório comercial de avestruzes do Brasil.
O objetivo principal deste operação é a difusão da exploração comercial do animal – a exemplo do que vem ocorrendo com grandes sucessos nos Estados Unidos, África, Europa, Isrrael e Austrália – despertando o interesse do mercado nacional para os seus principais produtos: carne, couro e plumas.
A criação comercial de avestruzes não é difícil, é preciso conhecer as técnicas adequadas. Cada animal tem necessidades específicas em termos de instalações, manejo, alimentação etc. . A maior dificuldade encontrada hoje pelos novatos nessa criação aqui no Brasil é falta de técnicos preparados que dêem assistência ao criatório.
A escolha de iniciar-se nessa nova atividade econômica deve ser feita com conhecimentos não só das vantagens mas também de todas as potencialidades e desafios encontrados hoje no Brasil.
Histórico da criação
O Avestruz começou a ser criado na África do Sul, na metade do século passado, para produção de plumas. Era uma criação extensiva, os animais não eram abatidos, as plumas eram cortadas dias vezes por ano e exportadas para a Europa e Estados Unidos. O animal foi introduzido na Austrália no século passado para exploração comercial. A criação foi abandonada no início deste século, os animais ficaram soltos e se tornaram selvagens.
No início do século XX (com a I e II Guerra Mundiais e a quebra da bolsa dos EUA) houve um colapso do mercado de plumas; por alguns anos a criação de avestruzes ficou desprovida de interesse econômico. Na década de 60 começou a desenvolver-se novamente graças a valorizações de outros produtos do animal: a carne e o couro.
Atualmente a África do Sul tem o maior plantel no mundo, por ser o avestruz originário dessa região e por ser este o pais que primeiro iniciou a criação comercial há cerca de 100-150 anos. O segundo maior plantel está nos Estados Unidos, mas também a Austrália, Israel, Canadá e outros países têm um número considerável de animais.
Distribuição geográfica e diferentes raças
O avestruz é originário da África (Namíbia, Botswana, África do Sul).
Comercialmente se definem 3 raças de "avestruz": black nec (ou pescoço preto), red nec (pescoço vermelho) e blue nec (pescoço azul). Esta classificação se baseia na coloração de pele dos adultos. Na verdade todos apresentam a mesma coloração das plumas ( machos pretos e fêmeas cinza). O avestruz black nec ( também conhecido como African black) é na verdade um animal domesticado, fruta da seleção enpírica feita pelos sul-africanos ao longo dos últimos 150 anos.
Os animais foram selecionados em base a certas características produtivas:
Maior fertilidade e precocidade (maior número de ovos, início da postura mais cedo);
Docilidade (manejo mais simples);
Alta densidade de plumas.
As "raças" red e blue nec são de maior porte, mas iniciam a postura mais tarde e são agerssivas. Hoje não se pode dizer que uma raça seja melhor do que a outra: nos EUA, os criadores de Red e Blue Nec denigrem o African black e os criadores do African black denigrem os "coloridos"... Há muito trabalho a ser feito em termos de melhoramento genético cruzando as diferentes raças.
Classificação
Podemos incluir o avestruz no grupo das ratitas, aves corredoras de grande porte (como a Ema, o Meu e o Casuar). O termo "ratitas" vem do latim, significando "jangada". O esterno dessas aves é plano, desprovido de carena, ao contrário das aves voadoras. A carena, nas aves voadoras, é sede de inserção dos potentes músculos peitorais.
O avestruz, não é uma ave voadora, logo, não tem peitorais desenvolvidos como um pato ou uma galinha. Deste fato decorre uma importante peculiaridade produtiva do avestruz: a maior quantidade de carne produzida não estará no peito mas nas coxas, já que se trata de animal corredor.
No grupo da ratitas temos
O avestruz (Struthio camelus australis), originário da África do Sul; 
A ema, encontrada na América do Sul ( Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai); 
O casuar, natural da Nova Guiné; 
O meu australiano.
Características
Grande porte, alcançando quando adulto de 2 a 2,5 m de altura e de 100 a 150Kg de peso;
Temperatura corpórea 38-39 Cº (é uma temperatura baixa para ave, a galinha por exemplo, tem um temperatura corpórea em torno de 40-41 Cº);
Aparelho digestivo semelhante ao de ruminantes (sem papo, 2 estômagos, 2 cecos e intestinos longos, digestão bacteriana); 
Asas rudimentares, não voam;
Animal corredor (atingindo até 60Km/h);
Pernas longas;
Vida longa (50 a 70 anos de vida), contando de 20 a 40 anos de vida reprodutiva;
Início da vida reprodutiva com 2-3 anos; há, contudo, relatos de avestruzes criados em zoológicos no Brasil que iniciaram a postura com 18 meses;
Dimorfismo sexual marcado: nos adultos o macho é preto com as pontas das asas brancas e a fêmea é cinza, tal diferença só a partir de 1 ano e meio de idade;
O pé tem dois dedos, dos quais apenas um com unha.
Ambiente
Originário das regiões semi-áridas, planas (savana africana), na altura do Trópico de Capricórnio;
Tem uma ótima capacidade de adaptação (criado com sucesso no Canadá, Estados Unidos Europa, Israel) suportando altas e baixas temperaturas.
Comportamento

No estado selvagem

Vive em bandos separados de machos e fêmeas.
Durante a temporada reprodutiva os machos formam haréns em que há uma fêmea dominante.
A fêmea choca os ovos durante o dia e o macho durante a noite.

Em cativeiro

O manejo pode reproduzir organização no estado selvagem, com o macho sendo posto num piquete com uma ou mais fêmeas. Contudo uma das fêmeas será predominante, ou seja, será mais coberta pelo macho. As outras fêmeas serão menos cobertas e conseqüentemente botarão menos ovos fecundados (que não gerarão filhotes).
Por este motivo não convém por muitas fêmeas para um só macho; em geral nos criatórios comerciais os animais são postos em piquetes formando casais ou no máximo trios (um macho e uma fêmea ou 2 fêmeas).
Produtos

Plumas

Produto muito conhecido no Brasil, mas utilizado desde a antigüidade. O maior produtor é a África do Sul, o mercado consumidor está na Europa, Ásia e Américas, sendo o Brasil um dos maiores consumidores, principalmente no carnaval para adornos e fantasias) e para fazer espanadores. As plumas do avestruz são classificadas cm vários tipos (as mais curtas usa—as nos espanadores, as mais bonitas e longas usadas nos adornos), com valor variando de USS 27 a USS 160/Kg,. No Brasil temos um mercado seguro para as plumas, mas este não é o produto mais interessante do avestruz.

Carne

É o produto que está dando maior impulso à criação comercial de avestruzes atualmente. Apesar de ter sido consumida c apreciada desde a antigüidade, a carne hoje está sendo redescoberta por ser semelhante à carne de bovinos em termos de aspecto, sabor e textura, mas com a vantagem de ter baixos teores de colesterol e gorduras (sua composição é semelhante a carnes brancas como frango ou peru). Esta característica da carne se deve à distribuição das gorduras no organismo do animal: estas se localizam em volta do estômago e sob a pele, propiciando cortes de carne magra e couro extremamente macio.
Atualmente o maior mercado consumidor está nos Estados Unidos e Europa. A Suíça por exemplo importa 200-300 toneladas por ano de carne de avestruz. No Brasil existe um grande interesse por carnes exóticas, e a carne de avestruz inicialmente se introduziria neste setor.

Couro

É um outro produto muito interessante que vem encontrando grande aceitação no mercado internacional. Cada animal irá produzir de 1,2 a 1,5 m2 de couro de fácil extração e curtimento, que aceita bem várias colorações e é naturalmente decorado por causa dos orifícios dos cálamos. O valor europeu do couro é de cerca de USS 200 a USS 300 por peça de couro cru e de USS 500 a USS 600 pelo couro tratado.

Ovos

pesam de 1.200 a 1800g. O seu sabor é muito semelhante ao ovo de galinha. Hoje não se consome porque fará nascer um pintinho que vale muito mais.
Produtividade
O avestruz alcança o peso de abate (100 a 120 Kg) por volta de 12 meses de idade, produzindo em média de 30 a 40Kg de carne: 15Kg de carne de primeira, ou seja, de pedaços mais inteiros (tipo filé) e 15Kg de carne de segunda, assim chamada não por tratar-se de carne de menor qualidade em termos de composição ou maciez, mas, porque vem mais picadinha, sendo ideal para a preparação de pratos tipo strogonoff ou hamburgers.
Nos Estados Unidos um animal abatido com 100-120Kg rende cerca de USS 400 pela carne, USS 250 pelo couro e USS 100 pelas plumas, totalizando USS 750.
O rendimento por animal abatido é proporcionalmente baixo (30% do peso vivo) se comparado com o rendimento de bovinos, mas este fato é largamente compensa—o pela grande produção anual de filhotes. Enquanto uma vaca produz um bezerro por ano, que vai para o abate com 2 ou 3 anos, uma fêmea de avestruz produz em média 30 filhotes por ano, fornecendo de 800 a 1200Kg de carne por fêmea/ano.
Estes são os motivos que justificam o enorme sucesso que está encontrando a criação comercial de avestruzes em outros países: trata-se de um animal que gera em quantidade produtos de primeira qualidade com baixos custos de produção, já que não requer muitas construções ou estruturas.
Cria: de 0 a 3 meses
lnstalações, manejo e alimentação:
. mantê-los abrigados à noite ou quando chove, em galpão coberto, de pelo menos 20 m2 (6-10m2/animal);
. aquecidos com campânulas a gás se a temperatura é inferior a 20ºC;
. piquete ao ar livre de 50 m2 para 4-6 animais.
. jejum nos primeiros 2 a 5 dias;
. ração com 22% de proteína
. introduzir pasto aos poucos a partir do 1º mês.
Patologias
Um avestruzinho saudável está sempre em movimento, ciscando no chão, andando, correndo em grupo com a cabeça bem alta. Se um animal fica parado (em pé ou sentado), anda com a cabeça baixa, se isola do grupo e fica piando, provavelmente está doente. Apresentamos a seguir os problemas mais comuns enfrentados nesta fase de desenvolvimento e algumas sugestões de tratamento. a mortalidade nesta fase é em tomo de 30%.
Manejo e alimentação adequados podem melhorar os resultados produtivos, mas poucos criatórios, no mundo todo, conseguem taxas de mortalidade inferiores a 20%.
Incompleta absorção do saco vitelino
Com conseqüente infecção e morte do animal - é um dos maiores problemas encontrados nos primeiros 15 dias de vida.
Deformidades nas patas
Decorrentes do intenso período de crescimento dos filhotes; temos rotação de dedos, perna ou coxa, ou deformidades nos ossos ou articulações. A solução é difícil: a colocação de talas, cirurgia ou o uso de suplementos minerais não reverte uma deformidade já instalada.
Entorses, deslocamentos, traumatismos
Massagear a parte afetada com Calminex pomada.
Apatia, anda com a cabeça baixa
Antibiótico terapia + soro.
Diarréia (fezes muito moles, misturadas com a urina)
Se o animal está bem, ativo, pode ser excesso de grama => diminua a quantidade de grama.
Se o animal está apático, de cabeça baixa: antibiótico terapia + soro
Fonte: www.agrov.com
Avestruz
Nome comum: Avestruz
Nome científico: Struthio camelus
Nome em inglês: Ostrich
Filo: Chordata
Classe: aves
Ordem: Struthioniformes
Família: Struthionidae
Altura: 2 m (média)
Peso: até 135 kg
Curiosidade: Dois dedos em cada pé. Asas atrofiadas. Penugem escassa na cabeça, pescoço e pernas.
Ninhada: uma por ano (10 a 12 ovos)
Período de incubação: 40 a 42 dias
Avestruz
Plínio, o Velho, um naturalista de Roma Antiga, disse que o avestruz é o mais estúpido dos animais. Observando essa ave com atenção, no entanto, nada encontraremos que justifique essa afirmação. Fala-se que o avestruz engole objetos estranhos, como latas de conservas, despertadores, pedaços de metal e assim por diante. Isso não é certo. Mas é verdade que esse animal engole grandes quantidades de areia e cascalho, cuja função é puramente digestiva.
A alimentação básica do avestruz consiste em gramas, sementes e também insetos e pequenos animais. Essa ave estranha compensa a incapacidade de voar com sua grande habilidade de correr. Um avestruz perseguido pode chegar a uma velocidade de 45 km/h, com passos de mais de 3,5 m!
O avestruz em geral vive em pequenos grupos de um macho e algumas fêmeas. A fêmea do grupo põem seus ovos no mesmo ninho. Os filhotes são coberto de uma penugem bem rija. O avestruz vive bem em cativeiro. Como suas penas são muito apreciadas, há numerosas criações de avestruz.
Fonte: www.felipex.com.br
Avestruz
A avestruz pode ser considerada a maior e a mais pesada das aves. É considerada uma ave primitiva.
Quase nenhum animal terrestre pode competir com ela em velocidade; quando perseguida chega a atingir e a ultrapassar os 95 km/h.
A sua mais conhecida característica : Quando tem medo, põe a cabeça debaixo da terra!